Published January 13, 2021
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As mudanças ambientais decorrentes do isolamento social e da pandemia da Covid-19

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No final do ano de 2019 em Wuhan, China, já havia os primeiros contaminados pelo novo coronavírus, e, rapidamente, a doença se espalhou por todo o mundo. Na falta de um remédio ou vacina eficaz, adotou-se o isolamento social e a lavagem recorrente das mãos como medidas de proteção contra a COVID-19. O presente estudo, a partir de revisões bibliográficas, corrobora que o isolamento social afetou diretamente a redução na poluição atmosférica mundial. Em Wuhan, gases como o dióxido de nitrogênio (NO2) caiu 22,8 μg/m3 e 12,9 μg/m3 na China. Na Índia, o dióxido de nitrogênio (NO2) caiu 40-50% sua concentração. Nos Estados Unidos o composto reduziu 26% nas áreas urbanas e 16,5% nas áreas rurais. Em regiões do epicentro do vírus, como Espanha, França, Estados Unidos e China, houve redução de 30% do composto. No Brasil, houve queda dos óxidos de nitrogênio (NOx) de 34-68% durante os dias do isolamento social. Outros benefícios foram a redução de resíduos em ambientes costeiros e redução no nível de ruído. Contudo, na Europa e na China a taxa de emissão do O3 aumentou como consequência da redução do dióxido de nitrogênio (NO2). Em relação a água, peça fundamental no combate do vírus, regiões como o Lago Vembanad, na Índia, ocorreu melhoria na qualidade da água superficial. No Brasil, a realidade é um pouco diferente, já que quase 35 milhões de brasileiros não têm acesso ao abastecimento de água tratada, e, portanto, é ainda mais dificultoso tomar medidas preventivas contra a COVID-19.
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