Published 2021
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A cidade enquanto artefato: o que evidenciam as décimas urbanas acerca da decadência na capitania de Goiás

  • 1. nstituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional / UNESCO

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RESUMO O ouro foi o grande catalizador da povoacao da Capitania de Goias no seculo XVIII, ocupando parte dos sertoes e criando uma rede de arraiais mineradores e estradas que conectavam a regiao central da colonia aos portos do litoral e a fronteira a oeste. Ao longo desse seculo, a busca pelo metal precioso redesenhou o vasto territorio, entrecortado por serras, planaltos e planicies, irrigado por rios, recoberto de matas e cerrado, terra originaria de diversas etnias indigenas. Dos rios e das serras brotava o ouro, ao passo que surgiam novas povoacoes. Porem, o ouro nao ficava nos arraiais - uma vez extraido, era despachado para longe, sem que lhes dessem tempo para imprimir nos nucleos urbanos os sinais promissores da riqueza. A queda da producao aurifera, durante o seculo XIX, acarretou uma nova configuracao economica que teria acometido a Capitania com o fantasma da decadencia. Neste artigo, pretendemos quebrar alguns paradigmas sobre esse tema e avaliar o peso da decadencia em quatro nucleos urbanos da Capitania de Goias: Vila Boa, Pilar, Meia Ponte e Natividade. Escolhidos para o estudo por possuirem a mesma genese mineradora, esses nucleos apresentam trajetorias distintas e caracteristicas proprias que evidenciam essa diversidade, rebatidas na sua materialidade e conformacao social. Com a analise e espacializacao dos dados da Decima Urbana, podemos visualizar no intraurbano os reflexos da crise do ouro, alem de revelar aspectos importantes ligados a sociotopografia desses nucleos.
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